Estou obstipado!

Pro caso da palavra castelã “estreñimiento“; temos na nossa língua várias verbas com essa mesma definiçom: prisom de ventre, obstipaçom, constipaçom, copróstase e coprostasia.

Também temos verbos que possam definir essa situaçom, sem necessidade nengũa de recorrermos ao castelanismo “estreñir“. Esse verbo é obstipar.

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Proposta prá eliminaçom de tôdolos “h” mudos

Eliminarám-se tôdolos h mudos, como já fez a língua italiã. Passará-se a escrever omem, otel, oje, ospital, umidade, umedém, aver… Esta situaçom é máis favorável pro uso dos apóstrofos, já que simplesmente averá a opçom d ́usá-los cando for sucedidos por vogal.

Obviamente, os agás (h) nom mudos seriam mantidos. Á algũus casos nos que o h é mudo nũas variantes da nossa língua e pronunciado noutras. Nesse caso, admitirá-se a dupla grafia.

Exemplos: háquer, hóquei/óquei, hámster, jihadista, handebol/andebol, Sáhara/Saara/Sáara/Sara, bahamense/baamense…

Só existe um probrema: o verbo aver. A terceira pessoa do singular do presente do indicativo (há) passará a ser “á”. Isto poderia levar a ũa confusom coa variante galega de “asa” (á). Ũa possível soluçom é usar o acento circunflexo neste caso, já que na Galiza tôdolos “a” se pronunciam igual (ou praticamente) e no resto da galaicofonia utilizam “asa”. Portanto, os acentos diacríticos no “a” seriam:

a Preposiçom, artigo e nome da primeira letra do alfabeto
á Terceira pessoa do singular do presente de indicativo do verbo aver
à Contraçom a+a
â Asa

Destas formas, todas têm plurais (as, às e âs); salvo “á”, que é invariável.

Cómpre dizer que a eliminaçom de tôdolos h nom é um invento moderno, já que em várias cantigas da Idade Média se podem atopar formas como “aver” ou “ome”.

Primeira-feira

Este é um sinônimo de “domingo”.

Pessoalmente, eu prefiro usar esta palavra; já que, se existe ũa segunda-feira; como se entende que nom exista ũa primeira-feira? Isto tamém permitiria sermos máis fieis ò sistema estabelecido polo Martinho de Dume, bispo de Braga do século VI, no que tôdolos dias da semã eram denominados polo sistema cristão de feiras. E, aliás, teria um caráter máis diferenciador com respeito a outras línguas (especialmente, as romances); além de fazer que a denominaçom dos dias da semã seja máis simples.

E, por último, porque é usado nalgũus logares.

(ir ò minuto 2:20 do vídeo)

 

http://www.universidadedascriancas.org/perguntas/por-que-o-domingo-nao-se-chama-primeira-feira/

Alternativas ò castelanismo “lonjano”

Lonjano” é um castelanismo bastante estendido na Galiza; e na escola sempre nos dissérom que se devia substituir por “afastado“, né? Isso está bem na maioria dos casos, mais á ocasiões nas que parece que usar “afastado” nom fica moi bem. Caso contrário, iste castelanismo já deveria estar praticamente extinto. Mais parece que inda tem bastante uso; pois n´artigos escritos pra meios digitais galegos como podem ser Sermos Galiza, Praza Pública ou Galicia Confidencial; já tenho visto máis dũa vegada o uso diste castelanismo.

Pra isses casos, na nossa língua temos ũa verba pra evitarmos recorrer ò devandito castelanismo. A verba da que falo é “longínquo“.  Iste é um cultismo que provém do latim “longínquu“.

Tamém podemos usar vários sinônimos dependendo do contexto, como podem ser o caso de “distante” ou “remoto“; que som palavras comuns òs dous idiomas (castelão e galego).

Menos “pueblos” e máis briões

combarro-pueblo-galicia--644x362Pueblo” é um castelanismo moi estendido e que nom se pode, como algũus fam, substituir-se por “povo”; pois esta verba significa outra cousa. Usar “povo”, com esse sentido, tamém é um castelanismo. Mais si que podemos usar briga, brigância ou briom. Todas elas som palavras erdadas do idioma celta que falavam os galaicos antes da chegada dos romãos.

Portanto, as estruturas populacionais; dependendo do seu tamanho, podem classificar-se em: aldeia, briom, vila e cidade.