Primeira-feira

Iste é um sinônimo de “domingo”.

Pessoalmente, eu prefiro usar ista palavra; já que, se existe ũa segunda-feira; como se entende que nom exista ũa primeira-feira? Isto tamém permitiria sermos máis fieis ò sistema estabelecido polo Martinho de Dume, bispo de Braga do século VI, no que tôdolos dias da semã eram denominados polo sistema cristão de feiras. E, aliás, teria um caráter máis diferenciador com respeito a outras línguas (especialmente, as romances); além de fazer que a denominaçom dos dias da semã seja máis simples.

E, por último, porque é usado nalgũus logares.

(ir ò minuto 2:20 do vídeo)

http://www.universidadedascriancas.org/perguntas/por-que-o-domingo-nao-se-chama-primeira-feira/

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Alternativas ò castelanismo “lonjano”

Lonjano” é um castelanismo bastante estendido na Galiza; e na escola sempre nos dissérom que se devia substituir por “afastado“, né? Isso está bem na maioria dos casos, mais á ocasiões nas que parece que usar “afastado” nom fica moi bem. Caso contrário, iste castelanismo já deveria estar praticamente extinto. Mais parece que inda tem bastante uso; pois n´artigos escritos pra meios digitais galegos como podem ser Sermos Galiza, Praza Pública ou Galicia Confidencial; já tenho visto máis dũa vegada o uso diste castelanismo.

Pra isses casos, na nossa língua temos ũa verba pra evitarmos recorrer ò devandito castelanismo. A verba da que falo é “longínquo“.  Iste é um cultismo que provém do latim “longínquu“.

Tamém podemos usar vários sinônimos dependendo do contexto, como podem ser o caso de “distante” ou “remoto“; que som palavras comuns òs dous idiomas (castelão e galego).

Menos “pueblos” e máis briões

combarro-pueblo-galicia--644x362Pueblo” é um castelanismo moi estendido e que nom se pode, como algũus fam, substituir-se por “povo”; pois ista verba significa outra cousa. Usar “povo”, com isse sentido, tamém é um castelanismo. Mais si que podemos usar briga, brigância ou briom. Todas ilas som palavras erdadas do idioma celta que falavam os galaicos antes da chegada dos romãos.

Polo tanto, as estruturas populacionais; dependendo do seu tamanho, podem classificar-se em: aldeia, briom, vila e cidade.

Cacete

guardiacivil_19458_1Ista é ũa “arma” bastante popular ultimamente na Catalunya. Desgraçadamente, mesmo em meios reintegracionistas, vejo que se referem a iste objeto como “porra“. Ista palavra está correta, mais coincide co castelão, e nós temos vários sinônimos pra evitá-lo: cacete, moca ou cacheira.

E, em vez d´usarmos “porrazo” (ou porrada), podemos usar cacetada ou mocada.

E tomara os catalães nom tenham d´aturar máis cacetadas.

Muié

Muié (plural, muiés) é ũa variante de mulher (plural, mulheres). As duas formas evoluírom do latim muliere, mais de diferente jeito.

Muliere perdeu o -e final passando a mulier. A partir dacô, á dous caminhos diferentes:

No primeiro, isse -li- passou -lh-; originando a forma “mulher“. Iste processo tamém ocorreu noutras palavras, como em “umilhar” (do latim humiliare). Peró nista verba existe a variante “umiliar”, porém, nom existe a forma mulier.

No segundo caminho ocorreu um fenômeno moi abitual na nossa língua, a perda dos -n- e -l- intervocálicos.  Polo tanto, isse mulier evoluiu a muier. Logo isse -r final cairia, formando muié.