Fraseologia castelã – galega

Legenda: castelão (cor vermelha) e galego (cor azul)


Me pareció adecuado = Achei por bem
En principio = À partida
Hay que darse por vencido = Á que roer o chito
A continuación = A seguir
Había algo extraño = Avia calquer cousa d´errado
Bajarse los pantalones = Baixar as calças
Pegaron al niño = Batérom na criança
Menos mal = Bem deitar/inda bem
Caerse en la calle = Cair na rua
Ciento y pico = Cento e tal
A pedir de boca = Coma embude a boca de jerro
Contar con los dedos de una mano = Contar polos dedos dũa mão
De memoria = De cor
Tirar la casa por la ventana = Deitar dinheiro pola janela fóra
Echar a correr = Desatar a correr
Pegar (el cuerpo) a la pared = Encostar (o corpo) à parede
Estar harto = Estar cheio
Lo lleva en la sangre = Está-lhe no sangue
Hacer las delicias de grandes y pequeños = Fazer as delícias de graúdos e miúdos
Hacer la vista gorda = Fazer a vista grossa
Hacer memoria = Fazer mentes
Hacer una jugada (a alguien) = Ferrar ũa má partida
Burlar la vigilancia = Iludir a vigiância
Esto lo va a petar = Isto vai bombar moito
Leer de corrido sin apenas atrancos = Ler fluentemente case sem embaraço
Leer por encima = Ler pola rama
Pero no fue hasta los 18 que = Mais só òs 18 é que
Burlarse (de alguien) = Manducar a boroa (a alguém)
Matar dos pájaros de un tiro = Matar dous coelhos dũa cajadada/matar dous coelhos dũa pedrada
Mal futuro los aguardaba = Mau futuro os esperava
Morderse la lengua = Morder a língua
No salió como quería = Nom correu como pretendia
No tengo la más remota idea = Nom faço a máis pálida ideia
No llevarse bien = Nom fazer cinzas
No le quedó más remedio que = Nom teve outro remédio senom
Por no hablar de = Pra nom falar de
Quitarle hierro al asunto = Ponher auga na fervura
Totalmente equivocado = Redondamente enganado
Sacar de mis/tus/sus… casillas = Sacar de cacho/Sacar dos meus/teus/seus… truminhos
Lío de faldas = Sarilho de saias
Ser la polla = Ser do caralho/ser do caraças/ser foda/ser porreiro
Ser fiel a ti mismo = Ser fiel a ti próprio
Ser pan comido = Ser porta de tarabelo
Ser un auténtico asco = Ser um valente nojo
Tener intención de = Ter mentes de
Sacar provecho = Tirar bicada/sacar bicada
Cogerle el gusto = Tomar-lhe o gosto

https://disqus.com/by/ricardgil/

http://praza.gal/opinion/3818/o-reintegracionismo-e-o-lpovor/

https://estensiondogalego.wordpress.com/2016/11/01/expresions-enxebres/

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Chocalho

ChocalhoA forma de referir-se ò objeto que se pom no pescoço a algũus animais, e caraterístico dalgũas zonas de montanha coma os Alpes suíços, é “chocalho“. Polo tanto, ista deve ser a forma empregada no galego e devemos desterrar definitivamente o castelanismo “cencerro“.

Cardápio

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“Menu” é um galicismo e, coma a maioria das palavras, tem moitas aceções. Algũas necessárias (coma o significado informática) e outras prescindíveis. Iste é o caso da aceçom de “lista de pratos disponhíveis pra escolha de refeiçom”. No galego temos dous termos que podemos usar pra evitar espalhar isse galicismo a campos u nom se necessita da sua presença. Nós podemos usar ementa ou cardápio. Tamém temos outras opções como podem ser lista, sumário, resumo… mais istas já som menos específicas.

Se apanharmos o dicionário da Porto Editora, podemos ver que “ementa” é ũa derivaçom regressiva de “ementar”. Pola sua parte, “ementar” vém de “em- + mente + -ar” (ponher na mente, lembrar).

A segunda opçom, e a minha preferida, é “cardápio”. Porque é a minha preferida? Porque “cardápio” apenas tem um significado e é o de “relaçom de pratos dũa refeiçom”. Ò contrário de “ementa”, que tem mais aceções, “cardápio” apenas pode designar o objeto da foto (ou semelhante).
Iste vocábulo vém do latim “charta- (papel) + dape- (iguaria, manjar, refeiçom) + -io“. Máis claro, nom pode ser.

PD: Sim, no galego di-se “petisco”, de “petiscar”. “Pincho”, com isse sentido, é um castelanismo.

Geadeira e frigorífico

102823770280600_PE419396_S3Geadeira e frigorífico som as denominações corretas pra referir-se ò aparelho eletrodoméstico em que se conservam frescos os produtos alimentares.

Neveira é ũa forma moi espalhada pola Galiza, mais nom passa dũa adaptaçom do castelão nevera. Além de ser ũa forma que nom fai sentido. Ista forma vém de “neve + -eira”. Mais niste eletrodoméstico nom á nada de neve.

Geladeira vém de “gelo + -eira”, e é ũa forma moi utilizada no Brasil. Ista versom si que tem coerência, já que si que á geio niste aparelho. No entanto, na Galiza usamos geio e geado; polo que a forma mais indicada teria de ser geadeira (geio + -eira).

Frigorífico veio do latim frigorificus. É dizer, que é um aparelho no que vai frio. Ista é a melhor verba pra definir este eletrodoméstico, dende o meu ponto de vista. Ista palavra é moi usada em Portugal.

Possíveis traduções pra “hambruna”

Se no dicionário da Porta Editora digitarmos o termo “hambruna“, trará como traduçom “fome”. O probrema é que traduzi-lo como “fame”… Traduzir “una de las mayores hambrunas de la historia” por “ũa das maiores fames da istória”… nom me acaba de cadrar.
Mais podemos recorrer a ũa das variantes da nossa língua pra solucionar o probrema. Neste caso, a angolã. Como traduçom do castelão “hambruna“, podemos empregar “zala“. Polo tanto, ũa traduçom máis correta da frase anterior seria “ũa das maiores zalas da istória”.

Uso do acento circunflexo sobre o “a”

“Como empregar os acentos ´ e ^ para a letra ‘a’ se se “supom” que no galego nom existe diferença de apertura?”

Correto, na Galiza nom existe diferença d´apertura nos “a”. Mais tampouco á diferença entre o “b” e o “v”, fenômeno que tamém ocorre no norte de Portugal. E, inda assim, nom usam “b” pra tudo, né?
Embora na Galiza nom diferencemos o “b” do v” nem o “a” aberto do “a” pechado, nũa pronúncia culta, si que o deveríamos fazer. Por isso, vou proponher algũas dicas sobre o seu uso.

O acento circunflexo emprega-se nos casos seguintes:

  • Nas palavras que vam sucedidas por um “m”, “n” ou polo digrama “nh”: ângulo, lâmpada, dinâmico, sonâmbulo, ânimo, âmbito, câmbio, cânhamo, tarântula, cânone, Islândia, Atlântico…
  • Nas palavras rematadas em -ância (estám incluídas nas palavras que vam sucedidas por um “n”): distância, militância, importância, ambulância, ignorância, repugnância…
  • Em “â”, sinônimo de “asa”. Niste caso, é um diacrítico.

Nos demais casos, o “a” sempre leva acento agudo. Bardante na contraçom “a+a” (à) e “a+aquele” (àquele) e os seus plurais; nas que se emprega o acento grave (que é utilizado como acento indicador de crase).