Dudar

cartos chovendoNo galego, existe o verdo dudar.; sim. Significa “conseguir bastante dinheiro”. É utilizado, principalmente, em Moçambique.

Nom confundir iste verbo enxebre co castelão “dudar”. Nisse caso, no galego devemos utilizar “dultar” ou “duvidar”.

Chocalho

ChocalhoA forma de referir-se ò objeto que se põe no pescoço a algũus animais, e caraterístico dalgũas zonas de montanha coma os Alpes suíços, é “chocalho“. Polo tanto, ista deve ser a forma empregada e desterrarmos definitivamente o castelanismo “cencerro“.

Cardápio

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“Menu” é um galicismo e, coma a maioria das palavras, tem moitas aceções. Algũas necessárias (coma o significado informática) e outras prescindíveis. Iste é o caso da aceçom de “lista de pratos disponhíveis pra escolha de refeiçom”. No galego temos dous termos que podemos usar pra evitar espalhar isse galicismo a campos u nom se necessita da sua presença. Nós podemos usar ementa ou cardápio. Tamém temos outras opções como podem ser lista, sumário, resumo… mais istas já som menos específicas.

Se apanharmos o dicionário da Porto Editora, podemos ver que “ementa” é ũa derivaçom regressiva de “ementar”. Pola sua parte, “ementar” vém de “em- + mente + -ar” (ponher na mente, lembrar).

A segunda opçom, e a minha preferida, é “cardápio”. Porque é a minha preferida? Porque “cardápio” apenas tem um significado e é o de “relaçom de pratos dũa refeiçom”. Ò contrário de “ementa”, que tem mais aceções, “cardápio” apenas pode designar o objeto da foto (ou semelhante).
Iste vocábulo vém do latim “charta- (papel) + dape- (iguaria, manjar, refeiçom) + -io“. Máis claro, nom pode ser.

PD: Sim, no galego di-se “petisco”, de “petiscar”. “Pincho”, com isse sentido, é um castelanismo.

Beiçom

Ista é a fórmula d´agradecimento máis enxebre da Galiza. Ista verba era bastante usada á ũu ou dous séculos, no entanto, atualmente case está extinguida (co significado d´agradecimento).

A forma máis usada oje em dia e a oficial no galego da RAG é “grazas“, junto co seu diminutivo “gracinhas“. Ista forma coincide co castelão, feito que ajudou moito prá sua consagraçom. Polo tanto, deve ser evitada. É verdade que foi usada durante a Idade Média, peró daquila as línguas romances estavam máis próximas. Daí que, durante o esplendor da lírica galega medieval, trovadores de toda a Península Ibérica escrevessem na nossa língua sem extremas dificuldades.

Os reintegracionistas nom gostam moito diste vocábulo, ó coincidir co castelão; mais em vez de tentarem restaurala forma própria da Galiza, decidírom escolher, simplesmente, a opçom utilizada no resto da galaicofonia: obrigado. Pouco importa a genuinidade que possa ter um termo, se iste apenas se usa na Galiza. Por isso, seguindo a sua política lusófona (tendência a seguilo exemplo dos lusos, os liboetas), a maioria dos reintegracionistas decide usar “obrigado“. Mais quem che obriga?

Eu acho que deveríamos tentar a restauraçom dista palavra, já que é ũu dos traços caraterizadores do galego da Galiza. Além de ter um sentido bem evidente, e máis nũa sociedade istoricamente católica como a galega.

Ligações:

http://estraviz.org/bei%C3%A7om
http://sli.uvigo.es/DdD/ddd_pescuda.php?pescuda=beiz%F3n&tipo_busca=lema
http://academia.gal/dicionario/-/termo/beiz%C3%B3n
http://www.galiciadigital.com/opinion/opinion.14170.php
http://elprogreso.galiciae.com/noticia/48946/beizon
http://www.elcorreogallego.es/opinion/ecg/beizon/idEdicion-2009-07-19/idNoticia-449733/
http://agal-gz.org/blogues/index.php/consultorio/?title=conseguim-gracas-a-ti-obrigado&more=1&c=1&tb=1&pb=1
https://estensiondogalego.wordpress.com/2017/01/28/as-tres-formas-de-agradecemento-no-galego/
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2015/10/expresions-enxebres.html (comentários)
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2015/11/preposicions-e-conxuncions-enxebres.html (comentários)
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2012/03/os-dias-da-semana.html (comentários)

Geadeira e frigorífico

Geadeira e frigorífico som as denominações corretas pra referir-se ao aparelho eletrodoméstico em que se conservam frescos os produtos alimentares.

Neveira é ũa forma moi espalhada pola Galiza, mais nom passa dũa adaptaçom do castelão nevera. Além de ser ũa forma que nom fai sentido. Ista forma vém de “neve + -eira”. Mais niste eletrodoméstico nom á nada de neve.

Geladeira vém de “gelo + -eira”, e é ũa forma moi utilizada no Brasil. Ista versom si que tem coerência, já que si que á geio niste aparelho. No entanto, na Galiza usamos geio e geado; polo que a forma mais indicada teria de ser geadeira (geio + -eira).

Frigorífico veio do latim frigorificus. É dizer, que é um aparelho no que vai frio. Ista é a melhor verba pra definir este eletrodoméstico, dende o meu ponto de vista. Ista palavra é moi usada em Portugal.

Será por cartos!

Pra definila fazenda ou a riqueza que todos nós temos; em forma d´euros, reais ou dólares á ũa moreia de termos: dinheiro, cartos, ouro, prata, cobre, grana, dindim, bufunfa, arame, carcanhol, cumbu, bagarote, gaita, tutu, capim, milho, pasta, erva, massa, tostom, guita, matambira, pila (equivalente à unidade monetária), cascalho e trocado (istas duas, cando forem de pouco valor), cheta (pouca cantidade) bago, bagalhoça e bolada (istas três últimas, cando for ũa grande quantia)… E ainda témolas moedas, bilhetes, bens, bolsa, capital, fortuna, recursos, fundos, numos, pecúlio, vintém, salário, riqueza, male

Poderia estar assim todo o dia, mais prefiro deixar-vos algũas ligações e já pesquisaredes no dicionário, se estiverdes interessados:

https://www.sinonimos.com.br/dinheiro/
http://www.dicionarioinformal.com.br/sinonimos/dinheiro/