Muié

Muié (plural, muiés) é ũa variante de mulher (plural, mulheres). As duas formas evoluírom do latim muliere, mais de diferente jeito.

Muliere perdeu o -e final passando a mulier. A partir dacô, á dous caminhos diferentes:

No primeiro, isse -li- passou -lh-; originando a forma “mulher“. Iste processo tamém ocorreu noutras palavras, como em “umilhar” (do latim humiliare). Peró nista verba existe a variante “umiliar”, porém, nom existe a forma mulier.

No segundo caminho ocorreu um fenômeno moi abitual na nossa língua, a perda dos -n- e -l- intervocálicos.  Polo tanto, isse mulier evoluiu a muier. Logo isse -r final cairia, formando muié.

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Fraseologia castelã – galega

Legenda: castelão (cor vermelha) e galego (cor azul)


Me pareció adecuado = Achei por bem
En principio = À partida
Hay que darse por vencido = Á que roer o chito
A continuación = A seguir
Había algo extraño = Avia calquer cousa d´errado
Bajarse los pantalones = Baixar as calças
Pegaron al niño = Batérom na criança
Menos mal = Bem deitar/inda bem
Caerse en la calle = Cair na rua
Ciento y pico = Cento e tal
A pedir de boca = Coma embude a boca de jerro
Contar con los dedos de una mano = Contar polos dedos dũa mão
De memoria = De cor
Tirar la casa por la ventana = Deitar dinheiro pola janela fóra
Echar a correr = Desatar a correr
Pegar (el cuerpo) a la pared = Encostar (o corpo) à parede
Estar harto = Estar cheio
Lo lleva en la sangre = Está-lhe no sangue
Hacer las delicias de grandes y pequeños = Fazer as delícias de graúdos e miúdos
Hacer la vista gorda = Fazer a vista grossa
Hacer memoria = Fazer mentes
Hacer una jugada (a alguien) = Ferrar ũa má partida
Burlar la vigilancia = Iludir a vigiância
Esto lo va a petar = Isto vai bombar moito
Leer de corrido sin apenas atrancos = Ler fluentemente case sem embaraço
Leer por encima = Ler pola rama
Pero no fue hasta los 18 que = Mais só òs 18 é que
Burlarse (de alguien) = Manducar a boroa (a alguém)
Matar dos pájaros de un tiro = Matar dous coelhos dũa cajadada/matar dous coelhos dũa pedrada
Mal futuro los aguardaba = Mau futuro os esperava
Morderse la lengua = Morder a língua
No salió como quería = Nom correu como pretendia
No tengo la más remota idea = Nom faço a máis pálida ideia
No llevarse bien = Nom fazer cinzas
No le quedó más remedio que = Nom teve outro remédio senom
Por no hablar de = Pra nom falar de
Quitarle hierro al asunto = Ponher auga na fervura
Totalmente equivocado = Redondamente enganado
Sacar de mis/tus/sus… casillas = Sacar de cacho/Sacar dos meus/teus/seus… truminhos
Lío de faldas = Sarilho de saias
Ser la polla = Ser do caralho/ser do caraças/ser foda/ser porreiro
Ser fiel a ti mismo = Ser fiel a ti próprio
Ser pan comido = Ser porta de tarabelo
Ser un auténtico asco = Ser um valente nojo
Tener intención de = Ter mentes de
Sacar provecho = Tirar bicada/sacar bicada
Cogerle el gusto = Tomar-lhe o gosto

https://disqus.com/by/ricardgil/

http://praza.gal/opinion/3818/o-reintegracionismo-e-o-lpovor/

https://estensiondogalego.wordpress.com/2016/11/01/expresions-enxebres/

Dudar

cartos chovendoNo galego, existe o verdo dudar.; si. Significa “conseguir bastante dinheiro”. É utilizado, principalmente, em Moçambique.

Nom confundir iste verbo enxebre co castelão “dudar”. Nisse caso, no galego devemos utilizar “dultar” ou “duvidar”.

Chocalho

ChocalhoA forma de referir-se ò objeto que se pom no pescoço a algũus animais, e caraterístico dalgũas zonas de montanha coma os Alpes suíços, é “chocalho“. Polo tanto, ista deve ser a forma empregada no galego e devemos desterrar definitivamente o castelanismo “cencerro“.

Cardápio

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“Menu” é um galicismo e, coma a maioria das palavras, tem moitas aceções. Algũas necessárias (coma o significado informática) e outras prescindíveis. Iste é o caso da aceçom de “lista de pratos disponhíveis pra escolha de refeiçom”. No galego temos dous termos que podemos usar pra evitar espalhar isse galicismo a campos u nom se necessita da sua presença. Nós podemos usar ementa ou cardápio. Tamém temos outras opções como podem ser lista, sumário, resumo… mais istas já som menos específicas.

Se apanharmos o dicionário da Porto Editora, podemos ver que “ementa” é ũa derivaçom regressiva de “ementar”. Pola sua parte, “ementar” vém de “em- + mente + -ar” (ponher na mente, lembrar).

A segunda opçom, e a minha preferida, é “cardápio”. Porque é a minha preferida? Porque “cardápio” apenas tem um significado e é o de “relaçom de pratos dũa refeiçom”. Ò contrário de “ementa”, que tem mais aceções, “cardápio” apenas pode designar o objeto da foto (ou semelhante).
Iste vocábulo vém do latim “charta- (papel) + dape- (iguaria, manjar, refeiçom) + -io“. Máis claro, nom pode ser.

PD: Sim, no galego di-se “petisco”, de “petiscar”. “Pincho”, com isse sentido, é um castelanismo.

Beiçom

Ista é a fórmula d´agradecimento máis enxebre da Galiza. Ista verba era bastante usada á ũu ou dous séculos, mais atualmente case está extinguida (co significado d´agradecimento).

A forma máis usada oje em dia e a oficial no galego da RAG é “grazas“, junto co seu diminutivo “gracinhas“. Ista forma coincide co castelão, feito que ajudou moito prá sua consagraçom. Polo tanto, deve ser evitada. É verdade que foi usada durante a Idade Média, peró daquila as línguas romances estavam máis próximas. Daí que, durante o esprendor da lírica galega medieval, trovadores de toda a Península Ibérica escrevessem na nossa língua sem extremas dificuldades.

Os reintegracionistas nom gostam moito diste vocábulo, ó coincidir co castelão; mais em vez de tentarem restaurar a forma própria da Galiza, decidírom escolher, simplesmente, a opçom utilizada no resto da galaicofonia: obrigado. Pouco importa a genuinidade que possa ter um termo, se iste apenas se usa na Galiza. Por isso, seguindo a sua política lusófona (tendência a seguir o exemplo dos lusos, os liboetas), a maioria dos reintegracionistas decide usar “obrigado“. Mais quem che obriga?

Eu acho que deveríamos tentar restaurar dista palavra, já que é ũu dos traços caraterizadores do galego da Galiza. Além de ter um sentido bem evidente, e máis nũa sociedade istoricamente católica como a galega.

Ligações:

http://estraviz.org/bei%C3%A7om
http://sli.uvigo.es/DdD/ddd_pescuda.php?pescuda=beiz%F3n&tipo_busca=lema
http://academia.gal/dicionario/-/termo/beiz%C3%B3n
http://www.galiciadigital.com/opinion/opinion.14170.php
http://elprogreso.galiciae.com/noticia/48946/beizon
http://www.elcorreogallego.es/opinion/ecg/beizon/idEdicion-2009-07-19/idNoticia-449733/
http://agal-gz.org/blogues/index.php/consultorio/?title=conseguim-gracas-a-ti-obrigado&more=1&c=1&tb=1&pb=1
https://estensiondogalego.wordpress.com/2017/01/28/as-tres-formas-de-agradecemento-no-galego/
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2015/10/expresions-enxebres.html (comentários)
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2015/11/preposicions-e-conxuncions-enxebres.html (comentários)
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2012/03/os-dias-da-semana.html (comentários)

Geadeira e frigorífico

102823770280600_PE419396_S3Geadeira e frigorífico som as denominações corretas pra referir-se ò aparelho eletrodoméstico em que se conservam frescos os produtos alimentares.

Neveira é ũa forma moi espalhada pola Galiza, mais nom passa dũa adaptaçom do castelão nevera. Além de ser ũa forma que nom fai sentido. Ista forma vém de “neve + -eira”. Mais niste eletrodoméstico nom á nada de neve.

Geladeira vém de “gelo + -eira”, e é ũa forma moi utilizada no Brasil. Ista versom si que tem coerência, já que si que á geio niste aparelho. No entanto, na Galiza usamos geio e geado; polo que a forma mais indicada teria de ser geadeira (geio + -eira).

Frigorífico veio do latim frigorificus. É dizer, que é um aparelho no que vai frio. Ista é a melhor verba pra definir este eletrodoméstico, dende o meu ponto de vista. Ista palavra é moi usada em Portugal.