Hino d´Acción Gallega

Irmãos! Irmãos galegos!
Dende Ortegal ò Minho
a folha do foucinho
façamos rebrilar!

Que veja a vila podre,
coveira da canalha,
à aldeia que trabalha
disposta pra loitar.

Antes de sermos escravos,
irmãos, irmãos galegos!
que corra o sangue a regos
dende a montanha ò mar.

Ergamo-nos sem medo!
Que o lume da tojeira
envolva na fogueira
o paço senhorial!

Já o fato de caciques,
ladrões e ereges, fuge
ò redentor empuxe
da alma regional.

Antes de sermos escravos,
irmãos, irmãos galegos!
que corra o sangue a regos
dende a montanha ò val.

Ramom Cabanilhas, Vento mareiro, 1915

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Cardápio

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“Menu” é um galicismo e, coma a maioria das palavras, tem moitas aceções. Algũas necessárias (coma o significado informática) e outras prescindíveis. Iste é o caso da aceçom de “lista de pratos disponhíveis pra escolha de refeiçom”. No galego temos dous termos que podemos usar pra evitar espalhar isse galicismo a campos u nom se necessita da sua presença. Nós podemos usar ementa ou cardápio. Tamém temos outras opções como podem ser lista, sumário, resumo… mais istas já som menos específicas.

Se apanharmos o dicionário da Porto Editora, podemos ver que “ementa” é ũa derivaçom regressiva de “ementar”. Pola sua parte, “ementar” vém de “em- + mente + -ar” (ponher na mente, lembrar).

A segunda opçom, e a minha preferida, é “cardápio”. Porque é a minha preferida? Porque “cardápio” apenas tem um significado e é o de “relaçom de pratos dũa refeiçom”. Ò contrário de “ementa”, que tem mais aceções, “cardápio” apenas pode designar o objeto da foto (ou semelhante).
Iste vocábulo vém do latim “charta- (papel) + dape- (iguaria, manjar, refeiçom) + -io“. Máis claro, nom pode ser.

PD: Sim, no galego di-se “petisco”, de “petiscar”. “Pincho”, com isse sentido, é um castelanismo.

Beiçom

Ista é a fórmula d´agradecimento máis enxebre da Galiza. Ista verba era bastante usada á ũu ou dous séculos, mais atualmente case está extinguida (co significado d´agradecimento).

A forma máis usada oje em dia e a oficial no galego da RAG é “grazas“, junto co seu diminutivo “gracinhas“. Ista forma coincide co castelão, feito que ajudou moito prá sua consagraçom. Polo tanto, deve ser evitada. É verdade que foi usada durante a Idade Média, peró daquila as línguas romances estavam máis próximas. Daí que, durante o esprendor da lírica galega medieval, trovadores de toda a Península Ibérica escrevessem na nossa língua sem extremas dificuldades.

Os reintegracionistas nom gostam moito diste vocábulo, ó coincidir co castelão; mais em vez de tentarem restaurar a forma própria da Galiza, decidírom escolher, simplesmente, a opçom utilizada no resto da galaicofonia: obrigado. Pouco importa a genuinidade que possa ter um termo, se iste apenas se usa na Galiza. Por isso, seguindo a sua política lusófona (tendência a seguir o exemplo dos lusos, os liboetas), a maioria dos reintegracionistas decide usar “obrigado“. Mais quem che obriga?

Eu acho que deveríamos tentar restaurar dista palavra, já que é ũu dos traços caraterizadores do galego da Galiza. Além de ter um sentido bem evidente, e máis nũa sociedade istoricamente católica como a galega.

Ligações:

http://estraviz.org/bei%C3%A7om
http://sli.uvigo.es/DdD/ddd_pescuda.php?pescuda=beiz%F3n&tipo_busca=lema
http://academia.gal/dicionario/-/termo/beiz%C3%B3n
http://www.galiciadigital.com/opinion/opinion.14170.php
http://elprogreso.galiciae.com/noticia/48946/beizon
http://www.elcorreogallego.es/opinion/ecg/beizon/idEdicion-2009-07-19/idNoticia-449733/
http://agal-gz.org/blogues/index.php/consultorio/?title=conseguim-gracas-a-ti-obrigado&more=1&c=1&tb=1&pb=1
https://estensiondogalego.wordpress.com/2017/01/28/as-tres-formas-de-agradecemento-no-galego/
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2015/10/expresions-enxebres.html (comentários)
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2015/11/preposicions-e-conxuncions-enxebres.html (comentários)
http://debullandoafala.blogspot.com.es/2012/03/os-dias-da-semana.html (comentários)

Os elementos químicos na língua galega

Tabela-completa-5-algarismos-sem-intervalo-v4-colorida.jpg

1 H (idrogênio)
2 He (élio)
3 Li (lítio)
4 Be (berílio)
5 B (boro)
6 C (carbono)
7 N (nitrogênio)
8 O (oxigênio)
9 F (flúor)
10 Ne (neônio)
11 Na (sódio)
12 Mg (magnésio)
13 Al (alumínio)
14 Si (silício)
15 P (fósforo)
16 S (enxofre)
17 Cl (cloro)
18 Ar (argônio)
19 K (potássio)
20 Ca (cálcio)
21 Sc (escândio)
22 Ti (titânio)
23 V (vanádio)
24 Cr (crômio)
25 Mn (manganês)
26 Fe (ferro)
27 Co (cobalto)
28 Ni (níquel)
29 Cu (cobre)
30 Zn (zinco)
31 Ga (gálio)
32 Ge (germânio)
33 As (arsênio)
34 Se (selênio)
35 Br (bromo)
36 Kr (criptônio)
37 Rb (rubídio)
38 Sr (estrôncio)
39 Y (ítrio)
40 Zr (zircônio)
41 Nb (nióbio)
42 Mo (molibdênio)
43 Tc (tecnécio)
44 Ru (rutênio)
45 Rh (ródio)
46 Pd (paládio)
47 Ag (prata)
48 Cd (cádmio)
49 In (índio)
50 Sn (estanho)
51 Sb (antimônio)
52 Te (telúrio)
53 I (iodo)
54 Xe (xenônio)
55 Cs (césio)
56 Ba (bário)
57 La (lantânio)
58 Ce (cério)
59 Pr (praseodímio)
60 Nd (neodímio)
61 Pm (promécio)
62 Sm (samário)
63 Eu (európio)
64 Gd (gadolínio)
65 Tb (térbio)
66 Dy (disprósio)
67 Ho (ólmio)
68 Er (érbio)
69 Tm (túlio)
70 Yb (itérbio)
71 Lu (lutécio)
72 Hf (áfnio)
73 Ta (tantálio)
74 W (volfrâmio)
75 Re (rênio)
76 Os (ósmio)
77 Ir (irídio)
78 Pt (pratina)
79 Au (ouro)
80 Hg (mercúrio)
81 Tl (tálio)
82 Pb (chumbo)
83 Bi (bismuto)
84 Po (polônio)
85 At (astatínio)
86 Rn (radônio)
87 Fr (frâncio)
88 Ra (rádio)
89 Ac (actínio)
90 Th (tório)
91 Pa (protactínio)
92 U (urânio)
93 Np (netúnio)
94 Pu (plutônio)
95 Am (amerício)
96 Cm (cúrio)
97 Bk (berquélio)
98 Cf (califórnio)
99 Es (einstênio)
100 Fm (férmio)
101 Md (mendelévio)
102 No (nobélio)
103 Lr (laurêncio)
104 Rf (rutherfórdio)
105 Db (dúbnio)
106 Sg (seabórgio)
107 Bh (bório)
108 Hs (ássio)
109 Mt (meitnério)
110 Ds (darmstádio)
111 Rg (roentgênio)
112 Cn (copernício)
113 Nh (niônio)
114 Fl (fleróvio)
115 Mc (moscóvio)
116 Lv (livermório)
117 Ts (tenessínio)
118 Og (oganessônio)

Amar pelos dois

AMAR PELOS DOIS

(cançom ganhadora d´Eurovisom 2017, do cantor português Salvador Sobral e composta pola sua irmã Luísa Sobral)

Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi pra te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada pra dar

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que nom se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que nom se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender

Se o teu coraçom nom quiger ceder
Nom sentir paixom, nom quiger sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coraçom pode amar pelos dois

Geadeira e frigorífico

102823770280600_PE419396_S3Geadeira e frigorífico som as denominações corretas pra referir-se ò aparelho eletrodoméstico em que se conservam frescos os produtos alimentares.

Neveira é ũa forma moi espalhada pola Galiza, mais nom passa dũa adaptaçom do castelão nevera. Além de ser ũa forma que nom fai sentido. Ista forma vém de “neve + -eira”. Mais niste eletrodoméstico nom á nada de neve.

Geladeira vém de “gelo + -eira”, e é ũa forma moi utilizada no Brasil. Ista versom si que tem coerência, já que si que á geio niste aparelho. No entanto, na Galiza usamos geio e geado; polo que a forma mais indicada teria de ser geadeira (geio + -eira).

Frigorífico veio do latim frigorificus. É dizer, que é um aparelho no que vai frio. Ista é a melhor verba pra definir este eletrodoméstico, dende o meu ponto de vista. Ista palavra é moi usada em Portugal.